20090630
20090629
pinnochio - jorge molder

"Jorge Molder trabalha o auto-retrato há quase 20 anos. Nas suas fotografias, sempre a preto-e-branco, o que vemos não é exactamente a imagem do artista mas sim a imagem de uma personagem criada por ele. Uma personagem que, ela própria, não é concreta. Não é sempre a mesma – e assim se cria o enigma da auto-representação.
Na exposição “Pinocchio”, Jorge Molder avança para um outro nível, ao encobrir o seu rosto com uma máscara feita a partir do seu rosto. A coisa complica-se e torna-se mais abstracta. O interesse aumenta..."
Miguel Matos in Time Out Lisboa
Exposição patente no Chiado 8 (Largo do Chiado, 8 - frente à Brasileira) até 10 de Julho. De segunda a sexta das 12.00 às 20.00. A entrada é gratuita.
a ser verdade...
O dia 8 de Agosto, no Algarve, será um dia memorável. Pelo menos para mim. Após anos e anos a aguardar pelo regresso aos discos e estrada dos detentores daquele que é o mais fascinante disco de sempre na história da música na opinião deste que agora escreve, ainda não consegui cumprir o sonho de ver os My Bloody Valentine, de Loveless, ao vivo. A serem verdade as notícias que vão surgindo, espero que, desta vez, nada aconteça que me não permita viver (finalmente) o sonho.
p.s.: e como acontece em qualquer sonho digno desse nome, parece que este vai também ter direito a uma grande dose de estranheza. Como será ver um concerto de My Bloody Valentine rodeado de fãs dos Offspring, Tara Perdida e Fonzie?!
shotgun stories - jeff nichols
sébastien schuller - evenfall

Em 2006, Sébastien Schuller lançou Hapiness, um disco perfeito que, estranhamente, passou despercebido a demasiadas pessoas. Três anos depois chega Evenfall, que só muito injustamente voltará a deixar o nome do seu criador no anonimato. Para ouvir em tardes primaveris com o sol filtrado por cortinados esvoaçantes.
Sébastien Schuller "Last Time" (from 2009's Evenfall)
Sébastien Schuller "Where We Had Never Gone" (from 2006's Happiness)
20090628
pranzo di ferragosto - gianni di gregorio

Cada um de nós terá, certamente, uma lista de filmes vistos e adorados aquando na infância ou adolescência mas que, vistos anos mais tarde, não despertam em nós o menor sinal de entusiasmo. O mesmo acontece em sentido inverso. Quem não viu já um filme que só passados vários anos nos consegue conquistar?
Aborreci-me com este Almoço de 15 de Agosto e dificilmente me conquistará antes do aproximar da minha terceira idade. Num filme recheado de gente idosa, quase sempre arredadas dos ecrãs, que dizer de uma personagem principal que, apaticamente, apenas reage ao que se lhe vai deparando, sem jamais agir e não mudando nada do primeiro ao último minuto do filme?
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