
Esteve perdido bastante tempo nos calabouços onde guardo os meus discos. Ganhou pó. Teias de aranha agarravam-se deseperadamente a ele quais mãos de uma criança com medo que a mãe não volte mais quando, ao descobri-lo por um acaso, o resgatei para audição mais atenta.
As gravações deverão ter decorrido num qualquer parque de diversões onde índios e cowboys são imortalizados. Escondido num deserto onde poucos chegam. E menos conseguem partir. Com bares onde copos de ice tea são vendidos às crianças como se de whisky se tratasse. Jogos de poker sem baralho completo. Com discos de Matt Elliott, Tom Waits ou Micah P. Hinson a tocar em fundo na rotação errada.
No tempo em que esteve perdido, novo disco foi gravado. Mas é por este, de 2008, que estou neste momento apaixonado.
